segunda-feira, 9 de agosto de 2010

sexta-feira, 9 de julho de 2010

20 Coisas Que Eu Aprendi Jogando RPG



dados1. Dados nunca são demais.
2. Abra os livros no ângulo de 90º. SEMPRE!
3. Lave as mãos antes de folhear o Manual 3D&T Alpha.
4. Cuidado com os seus desejos, pois Mestres entendem tudo ao pé da letra.
5. Tóquio é uma cidade bem protegida.
6. Não existe probabilidade. Quando os dados querem te ferrar, te ferram e pronto!
7. É perfeitamente normal viver em um local que há armadilhas em cada cômodo.
8. Sempre alguém falta no dia do jogo.
9. Uma nova edição sempre é ruim durante 6 meses.
10. Mestres mentem.
11. Trabalhar com RPG é muito difícil.
12. Garotas que jogam são uma sociedade secreta.
Meio-orc13. Não sabe pra onde ir? Vá para a taverna. Lá acontece tudo.
14. Ninguém joga com meio-orc.
15. Magos são fracos.
16. Refrigerante é fundamental.
17. Madrugadas são mais longas que tardes.
18. A quantidade de livros que possuímos é inversamente proporcional ao tempo que temos disponível para jogá-los.
19. A experiência no fim da aventura nunca é o suficiente.
20. Quando o Mestre sorri, já é tarde demais.

Interpretação

Background: Max Windslasher

O cavaleiro Windslasher

Se procuras uma historia feliz, não a encontrara nessas pobres palavras. Encontrará apenas o medo, a dor e o sofrimento.


Essa história começa bem antes da lembrança de vossos anciões. Em um lugar onde eles jamais se imaginaram. Diferentemente dessa pocilga que vocês, humanos, chamam de planeta, Gorlan era um lugar perfeito. Como assim o que é Gorlan? Às vezes me esqueço da tua ignorância.


Gorlan é o planeta dos elfos. Meu lar. Parece que quando fecho meus olhos ainda sinto a brisa gelada que vinha do Mar Negro, e o calor da grama que cobriam meus pés.


Eu vivi lá. Lembro-me como se fosse ontem. Correndo pelo trigo no auge dos meus 12 anos. Alias, era meu aniversario. O rito de passagem. Me transformaria em um guerreiro aquele dia.


De repente o barulho. O dia se transformou em noite em segundos. Um buraco se abriu nos céus. Gritos. Barulhos. Estalos. A última imagem de Gorlan que tenho é o de uma mulher chorando e correndo em minha direção.  Jamais esquecerei o semblante da minha mãe naquele momento.


No momento seguinte, lá estava eu. No meio de uma cidade parcialmente destruída. Ouvia os mesmos choros e gritos de antes. Via os mesmos buracos, mas esses faziam chover criaturas, muitas que eu jamais imaginei existirem.  No meio dos gritos uma mão me pegou pelos braços. Ele era como eu. Ele também era um elfo. Passei aquela noite com ele e mais quatorze como eu, em um túnel subterrâneo, com um rio de cor marrom e cheiro de podridão. Demorei anos para descobrir que havia dormido em uma rede de esgotos.


No outro dia, ao raiar do sol, saímos para tentar descobrir alguma informação com os nativos desse novo lugar, mas tudo o que encontramos foi o medo e a reprovação nos olhos dos nativos. Naquela manhã, perdemos 3 parceiros. Achamos outro pequeno grupo de elfos, o qual também procurava abrigo. Fomos para as montanhas. Não sabia o que havia acontecido ali, mas grandes crateras haviam se formado. Não foi difícil se esconder em uma delas.


A cada semana que passava recebíamos novos ataques, e perdíamos mais parceiros. No final de quatro luas, eu era o único sobrevivente. Não era sobrevivente da batalha. Era um sobrevivente do medo.


Corri para longe da cidade, até encontrar uma área repleta de árvores. Não sei se os humanos a conheciam, pois ela era densa e de difícil acesso. Foi ali, entre os galhos, que me refugiei. E ali fiquei. Me alimentava de frutas que as árvores me serviam, e alguns pequenos roedores.  Perdi a conta de quantas luas se passaram.



Descobriria mais tarde, que fiquei 1927 luas em meio à floresta antes de ser encontrado por um cavaleiro de armadura negra que vagava por entre as árvores. Ele era humano. De repente eu o observava e num piscar de olhos ele se encontrava com sua lamina em minha garganta. Ele poderia e deveria ter me matado àquela hora. Anos mais tarde descobri que ele só não o fez, pois encontrara em mim ele mesmo. Um ser sem esperança. Apenas ódio.





Ele me acolheu e me ensinou parte do que sabia. Me deu até um nome, já que eu não me lembrava mais do meu próprio. Era o mestre e o discípulo. Dan Windslasher e Max Windslasher.


Mas as coisas ainda não haviam mudado. Eu ainda era um elfo. O ultimo elfo, segundo meu mestre. E minha historia se espalhou rapidamente pelas cidades. Uma noite, Dan me trouxe um cartaz, com uma foto minha ao longe, e uma recompensa.


Por vezes acordei no meio da noite com o barulho de aço contra aço. Meu mestre me defendia de aventureiros que vinham em busca da recompensa. Mas uma noite aconteceu o que já era previsto.


O mesmo barulho ecoava por entre as árvores. Acordei assustado e fui ver o que estava acontecendo. Diferentemente das outras vezes, era apenas um que desafiara meu mestre. E pela primeira vez, o vi sangrando. Algo me chamou atenção no céu. Anjos negros voavam sobre a clareira. Dizem que antes de sua morte você escuta os cantos das Valquírias. Essas não cantavam. Riam. Meu mestre me mandou correr para a floresta. Me escondi. Ainda ouvia as espadas se tocando. Os risos. Uma explosão ecoou.



Espiei por entre as árvores. A cena daquele cavaleiro branco limpando sua espada coberta de sangue ainda me atormenta nos meus pesadelos. Uma segunda explosão. Ele e meu mestre sumiram. Era o fim. Sobre a grama queimada e ensangüentada, apenas um anel havia restado para provar a existência de meu mestre.



Pela segunda vez estava me sentindo
em casa. E pela segunda vez isso me foi tirado.


Vaguei então sem rumo. Na noite. Por muito tempo.


Não busco vingança. Busco apenas trazer o sofrimento, assim como trouxeram isso para mim. 

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Prólogo das Cinzas do Mundo

Prólogo

Dezembro de 2011 – Abertura parcial da Falha de Santo André (tremor de 8.3 graus na escala Richter). A abertura deixa expostos vários cristais de natureza indefinida.

Janeiro de 2012 – Abertura parcial da Falha de Enriquillo-Plantain Garden (tremor de 8.1 graus na escala Richter). Assim como na Falha de Santo André, vários cristais ficam expostos.

Fevereiro de 2012 – Abertura parcial da Falha Oriental da Anatólia (7.3 graus na escala Richter). Assim como nas anteriores, cristais ficam expostos.

Fevereiro de 2012 – Cientistas descobrem, através de estudos, que os cristais contem alguma forma de energia especial, capaz de substituir qualquer forma de energia.

Abril de 2012 – Tremores no Oceano Pacífico geram imensas ondas que devastam o litoral das muitas ilhas do Japão.

Maio de 2012 – Cientistas descobrem como utilizar os cristais para abastecer sistemas elétricos.

Julho de 2012 – Suicídios em massa ocorrem na Europa e nos Estados Unidos.

Outubro de 2012 – Uma estranha abertura surge nos céus sobre Paris. As Forças Armadas tentam aproximar-se, mas é tudo em vão. Ataques direcionados ao alvo também são inúteis.

Outubro de 2012 – Várias outras aberturas semelhantes surgem nos céus de toda a Europa.

Novembro de 2012 – Aberturas semelhantes as da Europa surgem pelo mundo todo, mas não somente no céu, como na terra e no mar. É declarado estado de emergência nos Estados Unidos.

Dia 20 de Dezembro de 2012 – Começam a sair criaturas de todos os tipos das aberturas... eram portais para outros mundos.

Dia 21 de Dezembro de 2012 – Uma série de ataques começa. As criaturas visam atacar as capitais dos paises mais poderosos. Ocorre resistência em varias delas, mas não duram muito.

Dia 22 de Dezembro de 2012 – Cessam os ataques fulminantes, os portais desaparecem sem deixar rastros eminentes. O mundo não é mais o mesmo...